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Nova Santa Rosa: Condutor perde a vida ao cair com o veículo em açude

Na tarde deste sábado, dia 24, um grave acidente de trânsito foi registrado na estrada municipal que conecta Nova Santa Rosa ao distrito de Alto Santa Fé. O sinistro ocorreu nas proximidades da conhecida "curva do açude", envolvendo uma S10, cujo condutor perdeu o controle do veículo, saiu da pista e acabou caindo dentro de um açude.

Foto: Luiz Fernando Cerni/Oeste Notícias

Lamentavelmente, o condutor, identificado como Jair do Nascimento Lofh, veio a óbito no local do acidente. Os serviços de emergência, incluindo o Corpo de Bombeiros de Marechal e o IML de Toledo, foram acionados para resgatar o veículo submerso e o corpo de Jair do açude.

Câmeras de segurança registraram o momento exato do acidente. 


Com informações do Portal Palotina 

Dengue: Prefeitura de Palotina decreta Situação de Emergência

Por causa do aumento significativo do número de casos de dengue, registrados nos últimos dias, a prefeitura de Palotina decretou Situação de Emergência na área do município por 180 dias. O decreto de número 11049/2024, foi publicado no Diário Oficial do município, na sexta-feira (23). De acordo com o boletim divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde, até o momento, o município registrou 669 notificações, sendo confirmados 235 casos de dengue, 284 casos descartados e outros 150 estão em investigação.

A partir do decreto, a prefeitura de Palotina autoriza e convoca todos os órgãos municipais para atuarem, sob o comando da Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil – COMPDEC, nas ações, campanhas e mutirões de limpeza, entre outras mobilizações que serão realizadas com a finalidade de eliminar os focos de criadouros do mosquito Aedes aegypti, responsável por transmite a dengue, Zika, chikungunya e a febre amarela urbana.  O decreto também autoriza os agentes da Defesa Civil a entrarem em residenciais e propriedades particulares para realizarem o serviço de fiscalização e eliminação de possíveis focos de criadores do mosquito da dengue.

Foto: jcomp/Freepik

Por Portal Bem Oeste Notícias 

CONSAMU abre processo seletivo com 90 vagas + Cadastro de Reserva

O Consórcio de Saúde dos municípios do oeste do Paraná publicou o edital Processo Seletivo Simplificado (PSS) com objetivo de contratar profissionais para atuar de forma temporária nas unidades do CONSAMU. Serão disponibilizadas 90 vagas. Dentre elas: Agente administrativo, Assistente social, Enfermeiro, Farmacêutico, Fisioterapeuta, Médico, Motorista socorrista (condutor de ambulância), Técnico auxiliar de regulação Médica, Técnico em enfermagem, Técnico em farmácia, as vagas estão distribuídas nas cidades de Boa Vista da Aparecida, Cafelândia, Capitão Leônidas Marques, Cascavel, Corbélia, Guaíra, Jesuítas, Marechal Cândido Rondon, Nova Aurora, Palotina, Quedas do Iguaçu, Toledo, Três Barras do Paraná e Tupãssi. As inscrições serão realizadas EXCLUSIVAMENTE VIA INTERNET, através do link, no período entre 08h do dia 23 de fevereiro de 2024 e às 23h59min do dia 15 de março de 2024, observado o horário oficial de Brasília/DF.


Divulgação

Prefeito e Secretários de Palotina participam de encontro na Amop

Na manhã da última sexta-feira (22), o prefeito de Palotina Luiz Ernesto de Giacometti e os Secretários municipais: Marcelo Spécia de Indústria, Comércio e Turismo e Lucas Pedron Administração, participaram de um encontro em Cascavel na sede da Associação dos Municípios do Oeste do Paraná - Amop com o Secretário de Estado da Indústria, Comércio e Serviços, Ricardo Barros. Na ocasião, Barros apresentou aos participantes, todos os trabalhos e ações que foram desenvolvidas no setor pelo o Governo do Estado do Paraná.

As lideranças palotinense, aproveitaram a oportunidade para conversar com Ricardo Barros sobre vários investimentos e projetos que visam fortalecer e alavancar ainda mais o município de  Palotina. "Foi um encontro muito positivo e em breve teremos novidades a serem implantadas no setor da indústria, comércio e turismo de Palotina", revela Luiz Ernesto.


Por Portal Bem Oeste Notícias

Concurso com sete vagas na Polícia Penal do Paraná está com inscrições abertas

As inscrições para o concurso público da Polícia Penal do Paraná (PPPR) já estão abertas e vão até o dia 22 de março. Os interessados devem realizar suas inscrições no site da banca organizadora, o Instituto AOCP, com o custo de R$ 110,00. São sete vagas, que contemplam três macrorregiões: Curitiba, Londrina e Cascavel.

O concurso exige formação de nível médio e posse de CNH na categoria B. O salário inicial é fixado em R$ 4.548,97, com auxílio alimentação de R$ 634,74. Os candidatos aprovados farão parte do Quadro Próprio da Polícia Penal (QPPP) e trabalharão 40 horas semanais.

O processo seletivo compreende diversas etapas. A primeira delas é a prova objetiva que está agendada para o dia 19 de maio, com duração de até 5 horas. Serão 75 questões de múltipla escolha, distribuídas entre 25 questões de conhecimentos gerais (envolvendo língua portuguesa, raciocínio lógico matemático e informática) e 50 de conhecimentos específicos (incluindo Direito Administrativo, Legislação, Direito Constitucional, Direito Penal, Direito Processual Penal, Direito Penitenciário, Criminologia e Direitos Humanos).

O processo seletivo contempla ainda etapas de avaliação psicológica, investigação social, curso de formação e avaliação médica, todas de caráter eliminatório. O curso de formação será ministrado nos municípios de Curitiba e Londrina, aplicado pela Escola de Formação e Aperfeiçoamento Penitenciário (Espen). O prazo de validade do certame é de dois anos.

Entre as funções do policial penal estão exercer o poder de polícia na apuração e aplicação de sanções disciplinares de acordo com a Lei nº 7.210/84; coordenar, dirigir e chefiar estabelecimentos penais, atividades típicas de gestão prisional e setores relacionados ao órgão responsável pela administração do sistema prisional; participar, integrar ou assessorar órgãos, departamentos, conselhos, comissões ou grupos de trabalho relacionados ao sistema penitenciário; classificar as pessoas privadas de liberdade (PPL); transportar, conduzir, guardar e escoltar detentos; e coordenar e realizar as atividades típicas de execução penal, bem como as afetas à custódia de presos provisórios, medidas cautelares diversas da prisão e tratamento penal, entre outras.

O diretor-adjunto da Polícia Penal do Paraná (PPPR), Maurício Ferracini, reforça que os policiais penais receberam novas atribuições e que o concurso vai ajudar na formação desse quadro. "Para aqueles que vão participar desta oportunidade, a PPPR tem um excelente plano de carreira, que está entre os melhores da segurança pública do Estado. É uma oportunidade muito promissora”, ressalta.

Os candidatos devem ler com atenção todas as informações do Edital nº 001/2024 e acompanhar as demais publicações no site oficial do concurso.

Concurso com sete vagas na Polícia Penal do Paraná está com inscrições abertas Foto: Polícia Penal
Concurso com sete vagas na Polícia Penal do Paraná está com inscrições abertas Foto: Polícia Penal

Por AEN

Rede Elétrica Inteligente da Copel chega a mais 50 municípios do Oeste do Paraná

Um dos maiores programas de modernização da rede de distribuição de energia da América Latina está chegando a mais 50 municípios do Oeste do Paraná, abrindo caminho para a maior fase de implantação da Rede Elétrica Inteligente da Copel até o momento.

A iniciativa, que não representa custo adicional para os consumidores, tem como objetivo primordial modernizar a operação do sistema de distribuição de energia elétrica por meio da troca de medidores convencionais por modelos inteligentes que transmitem dados para as centrais da Copel em tempo real.

“A nossa expectativa é que nessa fase, que contempla quase 670 mil medidores inteligentes, é aplicar as lições aprendidas na fase 1 e fase 2, tornando essa instalação ainda mais rápida e assertiva. Um fator importante é que já temos todo um cuidado ainda maior com a cibersegurança”, afirma o gerente do Departamento de Projetos Especiais da Copel Distribuição, Sergio Milani.

A terceira fase do Rede Elétrica Inteligente está em implantação em parceria com a Nansen, que tem experiência em soluções completas para medição de energia elétrica, focadas em smart grids, infraestrutura para mobilidade elétrica e geração de energia elétrica solar.

A instalação dos medidores será feita pela Eletromil, empresa que já forneceu serviços para a Copel durante a implantação do programa Paraná Trifásico.

O programa também contempla investimentos em equipamentos de comunicação e automação na rede elétrica, visando reduzir desligamentos e agilizar o atendimento aos clientes, tanto em serviços comerciais quanto de emergência.

REDE INTELIGENTE – A primeira fase do programa na região Sudoeste do Paraná está próxima da conclusão, com 462 mil medidores já conectados à Central de Operações da Copel. Isso significa que, em situações de falta de energia, a empresa pode identificar automaticamente a extensão do desligamento e localizar o ponto de origem da interrupção, permitindo o restabelecimento mais ágil do fornecimento para os domicílios afetados.

Enquanto isso, a segunda fase do Rede Elétrica Inteligente teve início recentemente em municípios da Região Metropolitana de Curitiba, com a instalação de 180 mil medidores. No total, o programa já está presente em 81 municípios paranaenses, com previsão de atingir 700 mil medidores em áreas como o Sudoeste e o Centro-Sul do Estado.

Ao longo de 2024, mais 400 mil domicílios devem receber o novo medidor da Copel. O investimento previsto para as três primeiras fases do programa, abrangendo toda a região Sul do Paraná, é de aproximadamente R$ 820 milhões.

TROCA DOS MEDIDORES – A troca dos medidores é um processo rápido, com duração média de 30 minutos e sem custo para o cliente. A modernização é conduzida por profissionais identificados e credenciados pela Copel.

Com a instalação dos medidores inteligentes, os clientes podem monitorar seu consumo em tempo real, solicitar serviços e acompanhar débitos através do aplicativo da Companhia.

Além disso, a substituição dispensa a visita mensal para a leitura do consumo, incentivando os consumidores a optarem pela fatura digital, reduzindo assim o uso de papel e prevenindo extravios.

No momento, esse avanço tecnológico está chegando aos municípios de Antônio Olinto, Teixeira Soares, Inácio Martins, Imbituva e Carambeí, na região dos Campos Gerais.

Municípios da fase 3 que receberão a Rede Elétrica Inteligente:

Anahy, Assis Chateaubriand, Boa Vista da Aparecida, Braganey, Cafelândia, Campo Bonito, Capitão Leônidas Marques, Cascavel, Catanduvas, Céu Azul, Corbélia, Diamante do Oeste, Diamante do Sul, Entre Rios do Oeste, Formosa do Oeste, Foz do Iguaçu, Guaíra, Guaraniaçu, Ibema, Iguatu, Iracema do Oeste, Itaipulândia, Jesuítas, Lindoeste, Marechal Cândido Rondon, Maripá, Matelândia, Medianeira, Mercedes, Missal, Nova Aurora, Nova Santa Rosa, Ouro Verde do Oeste, Palotina, Pato Bragado, Quatro Pontes, Ramilândia, Santa Helena, Santa Lúcia, Santa Tereza do Oeste, Santa Terezinha do Itaipu, São José das Palmeiras, São Miguel do Iguaçu, São Pedro do Iguaçu, Serranópolis do Iguaçu, Terra Roxa, Toledo, Três Barras do Paraná, Tupãssi e Vera Cruz do Oeste.

Rede Elétrica Inteligente da Copel chega a mais 50 municípios do Oeste do Paraná Foto: Copel

Por AEN

Com desassoreamento, Sanepar entrega revitalização do lago municipal de Cascavel

A Sanepar entregou na tarde desta sexta-feira (23) as obras de desassoreamento e revitalização do Lago Municipal de Cascavel. A ação da Companhia devolveu ao município um lago totalmente revitalizado e com novos padrões de paisagismo que respeitam e promovem cuidados ambientais. Os investimentos totalizaram R$ 5,5 milhões.

As obras, iniciadas em maio de 2019, retiraram 22 mil metros cúbicos de lodo e resíduos, estruturaram 4,2 quilômetros lineares de proteção das encostas e construíram 11 contenções de materiais sólidos. Também foi implantada uma ilha no centro para abrigo e descanso de aves e mamíferos que vivem nesse habitat.

A recuperação do lago exigiu um trabalho complexo que envolveu a elaboração de projetos e obtenção de licenciamentos ambientais, batimetria, topografia e demarcação de áreas, além da recuperação do terreno que serviu de destino final dos sedimentos. Para fazer o transporte dos resíduos até o terreno no Bairro Cascavel Velho, a Sanepar instalou 3,7 quilômetros de tubulação, inclusive com passagem subterrânea na rodovia.

O presidente da Companhia destacou que não se trata apenas de um equipamento público para lazer e esporte da população, mas que o lago também abriga muitas espécies animais e é um suporte importante para o abastecimento da cidade.

“O trabalho de recuperação do lago seguiu as normas ambientais do Instituto Água e Terra (IAT), com um sistema de contenção para evitar que novos detritos se acumulem no lago. É uma obra emblemática, feita com responsabilidade ambiental e social”, disse Claudio Stabile.

O prefeito de Cascavel, Leonaldo Paranhos, agradeceu à Sanepar pelo cuidado com que executou a obra. “Esse trabalho é um símbolo da responsabilidade administrativa para com a nossa cidade”, disse.

PRESENÇAS – Participaram do evento o deputado estadual Gugu Bueno e outros representantes da Sanepar e da prefeitura.

Respeito ao meio ambiente e lazer: Sanepar entrega lago de Cascavel revitalizado Foto: Sanepar

Por AEN

Programa Pé-de-Meia: adesão deve ser realizada até domingo (25)

As redes ofertantes de ensino médio (federais, estaduais, distritais e municipais) têm até domingo (25) para realizar a adesão à primeira fase do Programa Pé-de-Meia, por meio do módulo Pé-de-Meia do Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle do Ministério da Educação (Simec). 

A adesão das redes ocorre por meio da assinatura do termo de compromisso e da indicação dos representantes responsáveis pelo envio dos dados mensais dos estudantes ao Ministério da Educação (MEC). Apenas os perfis dos secretários estaduais e municipais de educação, bem como dos reitores das instituições federais que oferecem ensino médio regular, têm autorização para acessar o módulo e realizar a adesão.

O economista César Bergo explica que o Pé-de-Meia é um programa idealizado pelo governo federal, como se fosse uma poupança, para que os estudantes do ensino médio possam chegar até o final dos estudos nas suas faculdades.

“É um programa importante, sobretudo para o país, e também para os estados. Porque é um programa federal que vai ter recursos federais. E pode auxiliar o governo estadual na condução política de educação de cada estado. Lembrando que é um ganho médio a longo prazo. Os estados acabam, de alguma forma, tendo menos evasão escolar”, avalia.

A estudante do Colégio Estadual do Paraná (CEP) Julia Bassetti Salatino tem 15 anos e cursa o primeiro ano do ensino médio. Para ela, o programa pode ajudar os estudantes de baixa renda a ter um futuro “melhor”.

“Eu tenho interesse em aderir ao Programa Pé-de-Meia e estou me organizando com ajuda da minha mãe para ver todos os requisitos. E é uma ajuda para quem é baixa renda conseguir ir para o colégio”, afirma.

De acordo com o MEC, até o dia 21 de fevereiro o programa teve adesão de 20 estados brasileiros e do Distrito Federal — ou seja, 78% das redes estaduais que oferecem o ensino médio. No total, foram 108 assinaturas do termo de compromisso enviadas.

A pasta aguarda até 180 adesões para garantir o benefício para os estudantes brasileiros que atendem aos critérios estabelecidos.

Veja os estados que aderiram ao programa, segundo o MEC:

  • •Norte: Acre (AC), Amazonas (AM), Pará (PA), Rondônia (RO), Roraima (RR) e Tocantins (TO). 
  • •Nordeste: Maranhão (MA), Piauí (PI), Ceará (CE), Rio Grande do Norte (RN), Paraíba (PB), Pernambuco (PE), Alagoas (AL), Sergipe (SE) e Bahia (BA). 
  • •Centro-Oeste: Distrito Federal (DF), Goiás (GO) e Mato Grosso do Sul (MS). 
  • •Sudeste: São Paulo (SP). 
  • •Sul: Paraná (PR) e Rio Grande do Sul (RS). 

Segundo a pasta, para que o estudante possa participar do programa é preciso:

  • •estar matriculado no ensino médio ou na Educação de Jovens e Adultos (EJA) de escolas públicas;
  • •ter o Cadastro de Pessoa Física (CPF);
  • •ter entre 14 e 24 anos;
  • •fazer parte da família inscrita no Cadastro Único (CadÚnico).  

Segundo o MEC, foi anunciado o pagamento de R$ 6,1 bilhões para custear o Pé-de-Meia, por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). O programa irá pagar até R$ 3 mil por estudante, totalizando o máximo de R$ 9.200 ao término do ensino médio. 

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Foto: Juca Varella/Ag



Fonte: Brasil 61

15 estados brasileiros podem alcançar status livre de febre aftosa sem vacinação

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) está coordenando um Estudo Soroepidemiológico para identificação de circulação viral de febre aftosa, doença infecciosa que atinge alguns animais. Após a conclusão, será levado para a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) o pleito de reconhecimento internacional dos estados que compõem o bloco como zona livre de febre aftosa sem vacinação.

O estudo será realizado em Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Tocantins, Espírito Santo, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Sergipe, Maranhão, Pará, Amapá e Roraima. Caso sejam reconhecidos como zona livre de febre aftosa sem vacinação, esses estados ficam aptos a exportar para países que exigem a certificação para comercialização de produtos de origem animal.

Até o momento, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Rondônia, Acre e parte do Amazonas e Mato Grosso são considerados zonas livres de febre aftosa sem vacinação, com reconhecimento internacional.

Breno Welter, médico-veterinário e gerente do Programa Estadual de Erradicação da Febre Aftosa, informa que no Brasil não há registro da doença nos últimos anos, sendo que o último caso foi registrado em 1996. 

Ele explica que a febre aftosa é causada por um vírus de rápida multiplicação e é altamente contagiosa. Ele alerta que a febre aftosa pode acometer criações inteiras. Entre os animais que podem ter a doença estão os bovinos, bubalinos, caprinos, ovinos, suínos, javalis

“[Sobre] os sintomas, temos o início da doença com lesões, vesículas na região da cavidade oral, na teta das vacas, no espaço interdigital dos cascos. E com essas lesões, essas vesículas se rompem formando aftas e úlceras. Os animais têm uma dificuldade em se alimentar, ingerir água e com isso eles começam a ter seborreia, salivação excessiva, dificuldade de locomoção. Os animais ficam isolados dentro da população, porque eles têm uma febre alta, eles têm toda essa sintomatologia”, informa.

O especialista destaca que, caso o produtor tenha suspeita da doença na propriedade, deve comunicar rapidamente à Defesa Agropecuária — que irá mandar médicos-veterinários capacitados até a propriedade para fazer o diagnóstico.

Vacinação

Vacinação contra febre aftosa será suspensa no Amapá, Bahia, Maranhão, Pará, Rio de Janeiro, Roraima e Sergipe a partir de abril deste ano.

Além disso, o Mapa proibiu o armazenamento, a comercialização e o uso de vacinas contra a febre aftosa no Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Tocantins.

De acordo com a pasta, estes estados realizaram a última vacinação em novembro de 2022 e estão atualmente em processo de preparação para modificar seu status para áreas livres de febre aftosa sem a necessidade de vacinação.

Para o presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Sindi, Orlando Procópio, dentro do Programa Nacional de Vigilância para Febre Aftosa, a vacinação é um dos pontos mais importantes.

“A vacinação contra a febre aftosa é na realidade o dever de casa do pecuarista, do criador. Então tudo começa com uma boa cobertura vacinal e na sequência uma correta declaração do rebanho vacinado. Então este programa Nacional de Vigilância, tem um caráter nacional, mas como o Brasil é um país de um tamanho continental, esse programa acaba tendo status diferentes de acordo com os estados,”, afirma.

Ele ressalta que os estados precisam da ajuda do Governo Federal, porque é por meio dos Institutos de Defesa de cada estado, do poder de organização, da capacidade de ter funcionários treinados e veículos para fazer a vigilância, que o estado vai poder obter o status de livre de aftosa sem vacinação.

Economia

Segundo os últimos dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 2023, o rebanho bovino brasileiro atingiu um novo recorde de 234,4 milhões de animais em 2022, registrando um aumento de 4,3% em comparação com o ano anterior.

Breno Welter pontua que a febre aftosa também é responsável por grandes perdas econômicas. “Principalmente em relação ao comércio, porque ela restringe a movimentação de animais, de produtos de origem animal, tanto por mercado interno como para o mercado externo exportação”, completa.

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Status de "livre da febre aftosa" deve favorecer rebanhos de vários estados. Foto: Foto: Divulgação/MAPA
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Fonte: Brasil 61

Acesso a saneamento básico é marcado por desigualdades

A necessidade de tecnologias especificas, baixo interesse político e falta de financiamento são alguns dos motivos que dificultam a prestação do serviço de tratamento de água e esgoto para a população que reside no campo. Na opinião do técnico de planejamento e pesquisa na Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais (Dirur) do Ipea, Gesmar Rosa dos Santos, as fragilidades estruturantes do setor nas áreas rurais, principalmente no Norte e Nordeste, onde o esgotamento sanitário é conhecido pelo grande déficit de atendimento, dificultam a oferta de saneamento básico adequado.

“Saneamento é infraestrutura. É caro e as pessoas não conseguem, não têm conhecimento em sua casa, pessoas mais simples do meio rural, aí você imagina quilombolas, seringueiros, ribeirinhos, outros povos tradicionais, têm muita dificuldade de entender o que fazer, achar a tecnologia mais adequada, dar manutenção e fazer o projeto para fazer uma instalação” O especialista ressalta: “Custam milhares de reais para fazer um sistema melhorado de esgotamento sanitário e de abastecimento de água”.

Os dados de cobertura dos serviços de saneamento básico extraídos do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), do Ministério das Cidades e da Pesquisa Nacional de Saneamento Básico (PNSB), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referentes ao ano de 2023, mostram que cerca de 72% da população rural ainda moravam em domicílios com elevada proporção de atendimento precário ou não atendimento pelos diferentes componentes do saneamento básico. 

Para Gesmar, atingir a meta de aperfeiçoar os serviços de saneamento básico no Brasil e garantir que 99% da população tenha água potável disponível e 90%, coleta e tratamento de esgotos até 2033 parece estar longe da realidade. Ele diz que a situação se torna ainda mais preocupante ao levar em consideração as áreas rurais.

“Nós estamos ficando para trás nisso, porque próximo de 4 milhões de pessoas — uma estimativa — têm algum tipo de tratamento nas suas casas, no meio rural. Só que a gente tem mais de 12 milhões de pessoas ainda esperando por algum tratamento. Essa é a questão grave no caso do Brasil”, reclama.

De acordo com dados do IBGE (2023), entre os domicílios rurais, 40,2% (ou 3,7 milhões) tinham fossa séptica não ligada à rede, enquanto 50,5% deles (ou 4,6 milhões) contavam com outro tipo de esgotamento em 2022.

Investimentos e apoio do poder público

A presidente executiva do Instituto Trata Brasi, Luana Pretto, aponta a falta de investimentos e de participação nos contratos de concessão, outro problema que atrasa ainda mais as obras de infraestrutura. 

“Quando se licita esse serviço ou ainda quando se faz um contrato entre a prefeitura e uma concessionária estadual de saneamento básico, muitas vezes a área de responsabilidade dessa concessionária é a área urbana. E por isso que muitas vezes fica a cargo da prefeitura a realização dos serviços de saneamento nessas áreas rurais”, esclarece.

Nesse contexto, Luana Pretto  destaca: “O Marco Legal de Sanhamento Básico, ele fala em se ter 99% da população com acesso a água e 90% da população com acesso à coleta e tratamento de esgoto. Mas ele não especifica se essa é uma área urbana ou se essa é uma área rural. Então isso precisa estar em discussão agora nos novos leilões”, lembra.

Segundo o diretor executivo da ABCON SINDCON, associação das operadoras privadas de saneamento, Percy Soares Neto, o saneamento rural segue sendo um problema grave no Brasil, porque muitas das soluções não têm escala o suficiente para ter um operador tecnicamente qualificado. 

“Nós vamos ter que ter programas que levem técnicos da área de saneamento para apoiar essas comunidades rurais, principalmente na adoção, na escolha, adoção, implantação e monitoramento dessas situações alternativas”, avalia.

O técnico de planejamento e pesquisa na Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais (Dirur) do Ipea Gesmar Rosa dos Santos acredita que o apoio do poder público é fundamental para que as ideias saiam do papel.

“Falta decisão dos governos para apoiar iniciativas das comunidades e ele próprio elaborar projetos e fazer obras e instalações, aumentar a melhoria e o atendimento com soluções alternativas, ou seja, individualizadas e coletivas, para levar água para essas pessoas e melhorar o sistema de saneamento básico. O tratamento tem que ser simplificado porque não tem como você fazer redes grandes nessas localidades”, ressalta.

Dificuldade de acesso ao saneamento básico, problema comum no Brasil. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil



Fonte: Brasil 61

Casos de Covid-19 e mortes decorrentes da doença registram aumento no Brasil

No Brasil, o número de novos casos notificados de Covid-19 aumentou de cerca de 33 mil para 45.177 entre 11 e 17 de fevereiro. O número de mortes também cresceu, passando de 164 para 198. No acumulado, são 38.452.504 casos da doença registrados no país e 709.963 mortes. As informações são do Painel Covid-19 no Brasil, do Ministério da Saúde.

Segundo os dados, o Sudeste é a região com o maior número de casos acumulados (15.327.268), seguida do Sul (8.157.451) e Nordeste (7.536.042). 

Para Manoel Palácios, infectologista do Hospital Anchieta, um dos fatores que pode ter contribuído para o aumento dos casos de Covid-19 foram as variantes dos vírus. Para ele, o surgimento e circulação de novas variantes do SARS-CoV-2, vírus da família dos coronavírus, podem ser mais transmissíveis.

“Outro ponto poderia ser a fadiga das medidas de prevenção, isso quer dizer que com o passar do tempo aconteceu uma redução da adoção das medidas preventivas, como uso de máscaras, distanciamento social e higiene das mãos, principalmente em eventos recentes, como o Carnaval”, pontua Palácios.

Ele também afirma que as reuniões em ambientes fechados, como shoppings e bares, sem ventilação adequada, facilitam a transmissão do vírus.

“Outro ponto importante, que poderia estar explicando o número indicado só aumentado, é a cobertura vacinal incompleta. Ainda que a vacinação já tenha começado e avançado, Inicialmente para grupo sectários, adolescentes, a cobertura incompleta em alguns grupos e ou a excitação vacinal pode deixar partes da população bastante vulneráveis”, ressalta o infectologista.

Vacinação

Segundo o Ministério da Saúde, o número de doses contra Covid-19 aplicadas é de 517.559.034, até o momento — incluindo as doses de primeira, segunda e terceira aplicação, bem como as doses de reforço.

No que se refere à vacina bivalente, recomendada pela pasta como reforço para pessoas com mais de 12 anos que apresentam comorbidades, ou para adultos sem comorbidades, o total de doses aplicadas no Brasil foi de 33.471.484.

Palácios explica que ainda existe um grupo pequeno que não realizou a vacinação contra Covid-19 — e aqueles que tomaram apenas duas ou três doses, sem reforços. Para ele, é preciso acelerar a vacinação para aumentar a imunidade da população, principalmente entre os mais vulneráveis.

“Gerar campanhas de informação e educação também vão ajudar a combater a fadiga das medidas preventivas, reforçando a importância de continuar e seguir as diretrizes de saúde pública”, enfatiza.

Stephany Souza, de 22 anos, mora em Natal, no Rio Grande do Norte. Ela relembra que pegou Covid-19 três vezes, no total. A primeira vez foi em 2020, no início da pandemia, quando estava de quarentena e seguindo as recomendações do Ministério da Saúde. Ela acredita que contraiu a doença nas idas ao supermercado. 

“Eu tive sintomas pertinentes e longos, não cheguei a ficar hospitalizada; mas como não tinha vacina nem muitas informações sobre a doença, fiquei tratando dos sintomas em casa. Eram febre, dor no corpo, garganta doendo, cansaço, um pouco de falta de ar. Eu fiquei pelo menos 15 dias de recuperação, tratando os sintomas em casa”, recorda.

No final de 2020, ela afirma que o trabalho voltou de forma presencial. E, nisso, houve um pequeno surto de doença na empresa e ela contraiu a doença novamente. Os sintomas foram fortes e duraram por uma semana.  Stephany explica que tomou a vacina contra Covid-19 assim que ela ficou disponível em sua cidade. E  após isso, em 2021, teve a doença novamente.

“Durante as duas vezes que tive Covid-19 sem estar vacinada, tive sintomas fortes e por um tempo considerável. Quando eu tive a doença vacinada, eu não tive sequer sintomas, fiquei apenas assintomática. Então é uma prova concreta de que a vacina contribui para evitar que a doença fique mais grave nas pessoas, levando consequentemente a internações, entubações e também a morte”, destaca.

Isolamento

Para quem foi diagnosticado com Covid-19, o protocolo de isolamento continua o mesmo do final de 2022, recomendado pelo Ministério da Saúde. 

Aqueles que realizarem o teste de Covid-19 e obtiverem um resultado negativo no 5º dia poderão encerrar o período de isolamento antes do prazo de 7 dias, desde que não manifestem sintomas respiratórios e febre por pelo menos 24 horas, e não tenham utilizado medicamentos antitérmicos.

Caso continue apresentando sintomas, o período de isolamento pode chegar até dez dias.

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Fonte: Brasil 61

Confiança do consumidor recua pela 5ª vez em seis meses, aponta FGV Ibre

O índice que mede a confiança dos consumidores caiu pela quinta vez em seis meses. Segundo o FGV Ibre, o ICC (Índice de Confiança do Consumidor) recuou 1,1 ponto em fevereiro, para 89,7 pontos, seu menor nível desde maio do ano passado. 

Para chegar ao ICC, o FGV Ibre considera dois subindicadores: a percepção dos consumidores sobre a situação financeira individual e da economia no presente – chamado de Índice de Situação Atual –, e nos próximos meses – que é o Índice de Expectativas. 
 
Economista do FGV Ibre, Anna Carolina Gouveia, responsável pelo levantamento, afirma que o resultado negativo em fevereiro é consequência da piora das expectativas dos consumidores em relação a si mesmos e ao país. Ela lembra que, desde setembro, o indicador só subiu uma vez, o que reforça tendência de pessimismo dos entrevistados quanto à própria situação financeira e à economia. 

"Desde setembro do ano passado, esse indicador de confiança vem em queda. O resultado do mês só confirma mais um mês de tendência de queda da confiança. Ao longo dos meses anteriores, ela foi motivada tanto pela percepção da situação atual quanto da situação para os próximos meses", avalia. 

Embora o Índice de Situação Atual tenha crescido um ponto, saltando para 78,6, isso não foi suficiente para compensar a queda de 2,3 pontos do Índice de Expectativas, que está em 97,9 pontos, aponta o estudo. 

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Anna Carolina Gouveia atribui o pessimismo dos consumidores quanto ao futuro aos patamares ainda elevados dos juros e do endividamento. 

"Apesar de a Selic vir reduzindo, falta os bancos começarem a diminuir as próprias taxas de empréstimos, de quitação de dívidas, para poder ajudar os consumidores a se tornarem mais otimistas. Na pandemia, as pessoas precisaram se endividar e eu acho que elas têm estado muito preocupadas em pagar dívidas. Por isso, o consumo tem ficado bem aquém do esperado", diz. 

Pesquisador de comportamento do consumidor e professor do Departamento de Administração da Universidade de Brasília (UnB), Rafael Barreiras diz que os efeitos positivos da diminuição da taxa de juros demoram a aparecer na economia. "Como a taxa de juros é altíssima, ela vai diminuindo aos poucos, não é surpresa que isso não esteja gerando esperança no consumidor."

O especialista também acredita que o repasse da queda dos juros aos consumidores não significa bens mais baratos. "Por mais que os juros estejam caindo, o consumidor não vê isso no dia a dia. Isso nem é repassado e, quando é, em alguns casos é por meio de crediário. De repente, o parcelamento ficou mais barato, mas o produto em si continua tão caro quanto antes", diz. 

Embora esteja esperançoso quanto ao futuro da economia, o fisioterapeuta Fernando Vitor, de 25 anos, diz que o nível dos juros atrapalhou os planos para comprar um carro zero. 

"Estou vendo um carro e, para financiar, está com uma taxa de juros que é loucura. Faltava R$ 20 reais para comprar um carro que eu estava querendo, entrei em contato com o banco e ele liberava, só que esses 20 viravam R$ 56 mil no final. Trinta e seis mil reais de juros. Atrapalha", lamenta. 

Ainda segundo o levantamento, o ICC recuou em todas as faixas de renda no mês de fevereiro. 

Imagem: Freepik



Fonte: Brasil 61